27 de jul. de 2012

Igreja prega a pirataria



Suécia ganha igreja que prega a pirataria

Kopinism prega que compartilhamentos de informações, inclusive de arquivos protegidos, é importante para a evolução da sociedade.


Lar do primeiro Partido Pirata, a Suécia mais uma vez mostra o seu amor pelo compartilhamento de arquivos, agora com uma religião que prega que a pirataria é santa. Trata-se do Kopimism, que vem da palavra sueca para "me copie" e que alega ter mais de 8 mil seguidores registrados em seu website. A organização estrelou uma longa matéria no New York Times, nesta quinta-feira.

A religião está até cadastrada para realizar casamentos e receber subsídios governamentais, o que talvez explique o inusitado fato da sua existência. Embora não seja o que diga Isak Gerson, o estudante de filosofia que ajudou a fundar a igreja em 2010 e que responde pelo cargo de chefe-missionário na organização. "Para mim, tem a ver com acreditar em valores mais profundos em vez de valores mundanos", diz ele ao jornal norte-americano.

A seita surgiu depois do sucesso dos movimentos piratas na Europa, nascidos na própria Suécia há mais uma década. Nas eleições parlamentares de 2009, o Partido Pirata do país conseguiu 7,1% dos votos, além de já ter conseguido duas cadeiras no alto Parlamento Europeu.  

Na Alemanha, os piratas conseguiram 8% dos votos do estado da Renânia do Norte-Vestfália, o estado mais populoso do país. Em Berlin, alcançaram 8.9% nas eleições para o Parlamento.

Mas nenhumas das organizações políticas tinha a roupagem mística – mesmo que aparentemente só para chamar a atenção – dos kopinistas. "Temos pessoas similares aos padres", diz Gerson, de 20 anos. "Chamamos eles de ops, ou operadores, e eles nos ajudam com pequenas reuniões. Não temos tanto rituais. Somos uma comunidade tolerante", brinca.

Em vez de infatizar a batalha pela flexibilização dos direitos autorais, a igreja afirma que o compartilhamento, de toda forma de conhecimento e inclusive repassado de forma digital, é necessário para a evolução da sociedade e um melhor entendimento entre os povos.

E aí, você concorda?



FONTE: New York Times

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